A Serradura (também conhecida como Pudim de Macau) é o pináculo das sobremesas rápidas que nunca falham. O seu nome curioso advém da bolacha Maria finamente triturada, que se assemelha a poeira de serragem de madeira.
Origem e História
A sobremesa portuguesa mimetizou a globalizau00e7u00e3o e o estatuto e foi muito abrau00e7ada e popularizada, após viajar rumo a Oriente até Macau na altura colonial, tão famosamente ao ponto que muito boa gente a atribui exclusivamente u00e0 regiu00e3o chinesa. Regressou a Portugal nos anos recentes, re-impulsionada pelas modas de “dou00e7aria de taça e colher”, figurando eternamente em quase todas as cantinas e churrasqueiras por grau00e7a de ser celestial, económica e tão fácil que até a uma crianu00e7a se pode delegar.
Ingredientes Principais e Substituições
Precisa só de três elementos em harmonia divinal: natas frescas puras para bater, uma robusta lata de leite condensado normal e um farto rolo (ou pacote) da mítica Bolacha Maria simples, polvilhada em “pó” ou “pau de serragem”. Para quebrar a monotonia e fazer o chamado doce de “Dois Sabores” basta adicionar bolacha Oreo no meio para umas riscas de belo efeito. Pode reduzir dru00e1sticamente o au00e7u00facar cortando metade do leite condensado caso nu00e3o goste tu00e3o doce!
Dicas de Ouro
A texturizau00e7u00e3o das camadas é primordial: nunca reduza toda a bolacha a farinha fina. Um misto de bolacha bem em pu00f3 com bolacha desfeita e farinhenta ligeiramente crocante vai garantir um factor “mastigável” delicioso em contraste as nuvens lácteas doces brancas. Se usar um sifu00e3o de chantilly fau00e7a rápido num copo ou então envolva muito lentamente tudo cu00e1 fora para o ar nu00e3o esvaziar a mistura. Mime a sua mão ou explore as dezenas de alternativas rápidas doces na secção inteiramente doce do site.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Como bater natas frescas perfeitas que não descem nem viram manteiga?
Um clu00e1ssico: coloque sempre a tigela (taça e varas também!) no congelador dez minutos antes e use as natas que saem diretamente do frigoru00edfico bem geladas. Bata forte até ficarem su00f3lidas o suficiente (a fazer um leve e brilhante relevo duro), envolva depois o Leite condensado à mão ou na potu00eancia menor, sob pena da emulsu00e3o se partir e talhar subitamente o chantilly todo em gordura espessa e ranu00e7osa.

INGREDIENTES
- 2 pacotes de Natas (400 ml) - com 35% de gordura, muito bem refrigeradas
- 1 lata de Leite Condensado tradicional (397g)
- 1 a 1,5 pacotes de Bolacha Maria (aprox. 250g)
- Algumas gotas de extrato de baunilha (opcional)
MODO DE PREPARAÇÃO
- Num processador de alimentos ou picadora, triture a Bolacha Maria até obter um pó fino (a famosa "serradura"). Se não tiver picadora, coloque as bolachas num saco de plástico resistente e bata com o rolo da massa. Reserve o pó de bolacha.
- Bata as natas bem geladas (ajuda se colocar a taça e as varas no frigorífico antes). Bata-as até ficarem firmes e formarem picos (ponto de chantilly). Cuidado para não bater demais e transformá-las em manteiga!
- Com a batedeira numa velocidade muito baixa ou usando uma espátula, incorpore o leite condensado (e a baunilha, se usar) às natas batidas, envolvendo de baixo para cima com suavidade para não retirar o ar às natas.
- Escolha taças individuais ou uma taça grande de vidro transparente (para se verem as camadas).
- Comece a montagem: deite uma colherada de pó de bolacha no fundo e espalhe.
- Cubra com uma camada do creme de natas.
- Alterne as camadas de bolacha e creme sucessivamente, terminando imperativamente com uma camada generosa de bolacha ralada no topo.
- Leve ao frigorífico (geladeira) durante pelo menos 3 a 4 horas antes de servir. Quanto mais tempo estiver no frio, mais firme e agradável ficará o creme!